12.7.06

Preconceito












Eu não sei o que se passa

na cabeça dessa gente:
diz que não tem preconceito
mas me acha diferente...

É que eu não nasci no morro,
sou aqui da zona sul.
E minha pele não é negra,
é só queimada pelo sol

Mas eu jogo capoeira,
sim, eu jogo capoeira,
joguei minha vida inteira,
e afirmo com convicção:
o sangue da minha veia 
é o mesmo do negão!

(dezembro 1992)


6 comentários:

Marcia Lomardo disse...

Este é um poema antigo.
Mas o preconceito continua atual.

Leo Albergaria disse...

finalmente eu conseguir parar pra poder ler seus pensamentos, poemas!
gostei mt desse e concordo totalmente com ele,
"Diz que não tem preconceito
mas me acha diferente".

Débora brenga disse...

Aleluia que somos diferentes!
É que a gente acaba acreditando que tudo que não é igual a gente é feio, porque não é espelho.
Mas jogar capoeira com o coração, deve ser como perceber qual é o ritmo que esse tambor interno bate...
Lindo poema, Você é linda!
Débora

Louise Lomardo - Lola disse...

Marcinha,
adorei te achar. Suas poesias são lindas. Adorei essa, a do Sagrado e "a minha onda". As fotos também são demais. Bjs, Lola

...EU VOU GRITAR PRA TODO MUNDO OUVIR... disse...

Maravilhoso!!!Tudo que não é comum incomoda,porque,no fundo,todos gostariam de ser diferentes,mas não tem nem a noção de como fazer isso.Ser igual é mais cômodo!!!Perfeitos os seus versos,um beijo,Sonia Regina.

Ludmila disse...

caramba este poema nao existe e demais mesmo
amei de montao!